A abertura do circuito estadual mais rico do Brasil apresentada no ela Prefeitura de Florianópolis e Layback, atraiu grandes estrelas do surfe brasileiro e até de outros países.
A Prefeitura de Florianópolis e a Layback apresentam o Floripa Pro 2025, que está abrindo o Circuito Profissional da Federação Catarinense de Surfe (FECASURF) na Praia da Joaquina. As eliminatórias foram iniciadas em altas ondas na segunda-feira e os primeiros títulos do circuito estadual mais rico do Brasil, serão decididos nesta terça-feira. A premiação de 50.000 Reais, dividida nas categorias masculina e feminina, atraiu grandes estrelas do surfe brasileiro e até de outros países. Muitos competiram no WSL Layback Pro e ficaram para aproveitar as ondas excelentes que estão rolando na Joaquina.
O catarinense Mateus Herdy brilhou com seus aéreos e o paulista Caio Costa fez os recordes do primeiro dia. O Floripa Pro 2025 está sendo transmitido ao vivo pelo site da FECASURF: www.fecasurf.com.br.
Na segunda-feira, 64 surfistas disputaram as 16 vagas para enfrentar os 16 cabeças de chave mais bem colocados no ranking estadual da FECASURF na terceira fase. Entre eles, o campeão catarinense de 2024, Lucas Haag, que vai abrir a terça-feira enfrentando o campeão mundial master, Diego Rosa, o também catarinense Jeff Toco e o paulista Wesley Leite, que se classificou para o Challenger Series no fim de semana. Os surfistas que avançaram para a rodada de estreia dos cabeças de chave do Floripa Pro, competiram duas vezes nas boas ondas da Joaquina.
Em sua segunda participação, o ubatubense Wesley Leite passou em segundo lugar no confronto vencido pelo recém-coroado campeão sul-americano da World Surf League, o local da Joaca, Lucas Vicente. O catarinense pegou poucas ondas, mas garantiu o primeiro lugar com as notas 6,90 e 6,43 das últimas que surfou. O paulista Alex Ribeiro, campeão do último Floripa Pro, que abriu o Circuito Catarinense de 2023 na mesma Praia da Joaquina, acabou eliminado junto, com o catarinense Raphael Becker.
“Tem altas ondas, a Joaca não nega fogo de novo e tem que aproveitar a oportunidade. A gente sabe que quando dá onda assim, fica bem croudeado (cheio de gente) aqui, então dá para fazer um treino de luxo, só com mais três caras na água”, destacou Lucas Vicente. “Foi uma bateria de peso, o Alex (Ribeiro) já foi CT, o Wesley (Leite) já foi Challenger e é de novo agora, então foi alto nível e fico feliz de ter encontrado duas ondas ali no final para fazer meu surfe. Tenho que parabenizar a FECASURF, a ASJ (Associação de Surf da Joaquina), por todo o trabalho. Eu ganhei o título sul-americano no fim de semana, isso é ótimo, mas é trabalho que segue, muita dedicação e vamos para cima”.
Dois campeões brasileiros também prestigiaram o Floripa Pro apresentado pela Layback e pela Prefeitura de Florianópolis, através da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer. Ambos passaram pela primeira fase, mas foram barrados na segunda. O pernambucano Douglas Silva, campeão do Dream Tour da CBSurf no ano passado, perdeu para o catarinense Jeff Toco e o chileno Reimundo Berry. E o paulista Weslley Dantas campeão brasileiro de 2023, foi eliminado pelo catarinense Santiago Muniz na bateria que outro paulista, Caio Costa, fez os recordes da terça-feira na Joaquina, nota 9,67 e 16,67 pontos.
“Eu tava precisando disso, depois de uma derrota de cara no QS, que era o primeiro evento do ano para mim”, disse Caio Costa. “Nessa bateria eu consegui realmente surfar o que sei, botar duas manobras numa onda boa ali. Meu surfe é forte e, quando eu consigo a onda, sei que vem nota boa. Acho que faz mais de uma semana de altas ondas aqui e faz tempo que não tem eventos assim, com tanta onda boa. De forma alguma eu ia deixar de aproveitar, porque é ótimo para poder fazer um treino de luxo também”.
MELHORES DO DIA – Na melhor onda que surfou, Caio Costa espancou uma esquerda com duas manobras muito fortes de backside, que arrancaram 9,67 dos juízes e dois deles deram nota 10. Ele ainda surfou bem outra onda, para fazer o maior placar do Floripa Pro 2025 na segunda-feira, 16,67 pontos. No confronto seguinte, o catarinense Mateus Herdy também deu um show com seus aéreos, fazendo um “aley-oop” e um “reverse” de frontside na mesma onda. Ele recebeu 9,00 nessa direita e ganhou mais duas notas 7,00, totalizando 16,00 pontos nas duas computadas. Apenas os dois conseguiram bater os recordes do venezuelano Francisco Bellorin na primeira fase, nota 8,33 e 15,93 pontos.
Depois das 24 baterias das duas fases da categoria masculina, a rodada inicial feminina fechou o primeiro dia do Floripa Pro apresentado pela Layback e Prefeitura de Florianópolis. Foram apenas quatro baterias e três delas terminaram com vitórias de surfistas do Peru. A primeira foi a jovem Camila Sanday, que foi vice-campeã do Floripa Pro 2023 na Praia da Joaquina, só perdendo a final para a tricampeã catarinense, a surfista olímpica da Guarda do Embaú, Tainá Hinckel, uma das 8 cabeças de chave da segunda fase.
VITÓRIAS PERUANAS – “Estou muito contente de estar de novo nesse campeonato. As ondas estão ótimas, a Praia da Joaquina me encanta, é bem constante e muito boa para campeonatos”, destacou Camila Sanday. “Toda a semana do QS, agora do Catarinense, está tendo ondas muito boas e estou feliz por ter vencido essa primeira bateria hoje. O nível é muito alto, tem muitas surfistas boas competindo aqui e espero seguir achando boas ondas nas baterias, para seguir avançando”.
A peruana Camila Sanday e a jovem catarinense Valentina Zanoni, barraram a cearense campeã brasileira de 2024, Juliana dos Santos, além da chilena Maria Weiss. Outra peruana, Kalea Gervasi, ganhou a segunda bateria, mais uma cearense que tem título de campeã brasileira no currículo, Yanca Costa, venceu a terceira e na última do dia, a peruana Daniella Rosas, tricampeã sul-americana da WSL, confirmou o favoritismo, eliminando mais uma estrangeira, a mexicana Summer Sivori.
CAMPEÃ SUL-AMERICANA – No domingo, Daniella Rosasfoi vice-campeã na final do Layback Procom a catarinense Laura Raupp. A recém-coroada campeã sul-americana da World Surf League, é uma das 8 cabeças de chave da FECASURF que vão estrear direto nas quartas de final do Floripa Pro. Laura está na terceira bateria com Kiany Hyakutake, a também catarinense Kaylane Antunes e a cearense Yanca Costa. A tricampeã catarinense e defensora do título do Floripa Pro na Joaquina, Tainá Hinckel, estreia antes dela, na segunda bateria.
O Floripa Pro apresentado pela Layback e pela Prefeitura de Florianópolis, através da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, é uma realização da Federação Catarinense de Surf e da Associação de Surf da Joaquina (ASJ). O Circuito Catarinense é o mais rico do Brasil, oferecendo R$ 50.000 para as categorias masculina e feminina e com igualdade na premiação. A vitória vale os mesmos R$ 5.000 para o campeão e para a campeã, sendo assim também para as outras colocações no campeonato.
